História de Naviraí
Da fundação em 1953 à sede de diocese: a trajetória que transformou Naviraí no polo econômico do Cone Sul de Mato Grosso do Sul.
O significado do nome
Naviraí vem do guarani e significa “caminho das águas”, uma referência aos rios e córregos que cortam a região — batismo que reforça a ligação da cidade com as águas do Cone Sul de Mato Grosso do Sul.
A fundação, em 1953
A cidade nasceu oficialmente em 1953, no auge da colonização agrícola do sul do estado, e cresceu rápido como ponto de apoio ao escoamento da produção do campo. Não por acaso, o aniversário de Naviraí é comemorado em novembro — o mesmo mês da ExpoNavi, a feira agropecuária que hoje reúne produtores, shows e rodeios no Parque de Exposições Tatsuo Suekane e se tornou a maior celebração do calendário local.
A colonização japonesa
A partir de 1961, a chegada de famílias japonesas marcou profundamente a formação cultural da cidade. Essa influência aparece até hoje no nome de praças — caso da Praça Sakae Kamitani, no centro —, no comércio e no dia a dia de Naviraí, somando-se às raízes portuguesa, paraguaia e indígena que também formam a identidade do município.
Sede de diocese e a Naviraí de hoje
Em 2011, Naviraí se tornou sede de diocese, e a Catedral Nossa Senhora de Fátima passou a ser um dos principais símbolos de fé e arquitetura da cidade. Hoje, com cerca de 53 mil habitantes, Naviraí é o centro econômico e de serviços de toda a sua microrregião — atendendo moradores de Juti, Itaquiraí, Mundo Novo e outros municípios vizinhos —, com uma economia movida pela soja, pelo milho, pela pecuária e por uma base industrial forte, com destaque para os setores moveleiro e agroindustrial.